sexta-feira, 18 de abril de 2014
Calcanhar de Aquiles: Cal.ca.nhar de A.qui.les
Linha de Pesquisa PPG/Arte:
Processos Composicionais para a Cena
Processos Criativos Pós 2014
Calcanhar de Aquiles
Cal.ca.nhar de A.qui.les
Ary Nunes Coelho
Abril, 2014
Para o Projeto Calcanhar de Aquiles , tenho os seguintes elementos:
Calcanhar de Aquiles
Cal.ca.nhar de A.qui.les
Proposta de criação de dança sobre Aquiles e suas flagilidades, vou desenvolver movimentos absurdos para representar e refletindo sobre esta atmosfera, com movimentos esquematizados, movimentações pensando no calcanhar de Aquiles.
Começo minha busca/pesquisa com imagem do filme:
Filme Troia: http://youtu.be/hnB6NIdGh9I
Etimologia
Referência ao calcanhar do herói lendário Aquiles, da Guerra de Troia, que teria sido mergulhado por sua mãe, Tétis, nas águas do rio Estige para protegê-lo; porém ao segurar a criança pelo calcanhar direito impediu essa parte do seu corpo de receber a invulnerabilidade através da imersão.
A proposta que procuro desdobrar neste projeto de pesquisa reverbera um acúmulo de questões que tangenciam a dança e a performance enquanto possibilidade de pensar o corpo no espaço urbano, trabalho em processo de performance para um questionamento das fragilidades do calcanhar de Aquiles e seus próprios desdobramentos. Um corpo que quer falar, existir, questionar a própria existência dentro de um contexto. Ao longo de minha trajetória tenho pensando no corpo e sua interação com a visualidade, a ambientação sonora, a composição musical e linguagem cênica. Então, se ao trabalhar com dança, tento atender à minha vontade de compor novas formas de dançar, muitas vezes, só me resta perguntar: qual é a relação entre o calcanhar de Aquiles e sua fragilidade? Afinal, dentro da arte, podemos entrar em contradição, mas às vezes, com esta contradição vamos construindo um pensamento artístico.
Por isso tenho me interessando pela performance que, assim como a dança, é uma prática artística que pode relacionar várias áreas entre si. Isto porquê a performance é uma fala sobre o corpo e quando se fala de corpo, em diálogo com a dança e pensando um corpo em movimento visível ou não, um corpo simplesmente parado dentro de um espaço de ação ou não, algo se desenvolve.
Os corpos existem fisicamente no espaço/tempo e com um recorte do momento é possível perceber que o corpo existe por si mesmo em situações diversas, de modo que pode-se pensar até mesmo em rituais de performance cotidiana. É importante pontuar que, a noção de performance como a conhecemos nos dias de hoje, aparece somente por volta dos anos 1960, como especifica Goldberg (2006). É neste momento que muitos artistas-pesquisadores começam a pensar as manifestações artísticas do corpo em um contexto mais amplo que envolve o teatro, a dança, a pintura, a escultura ou a Tanztheater de Pina Bausch (1940-2009) que não podiam ser classificados de forma excludente como uma coisa ou outra, mas sim tudo ao mesmo tempo em um único agora. A performance possibilita o uso do corpo como suporte de modo que este venha a ser um corpo transitório, mas com uma trajetória. Neste caso, a trajetória deste corpo é a dança que pode vir a ser contemplada com alternativas para além das diversas possibilidades para fora dos espaços convencionais, como os teatros
Tudo se torna uma questão de compreender o que é o espaço e como acontece o tempo. Existem diferentes maneiras de lidar com diferentes corpos. Existem também diferentes maneiras de organizar a fala no corpo em outros recursos que estão além do corpo.
Um corpo no espaço e seus confrontos consigo mesmo, podem gerar uma instabilídade, é uma resposta ao limite da pele que movimenta este corpo e neste momento disponível com uma proposta da quebra da imobilidade e com toda sua fragilídade e suas relações com o espaço/ tempo.
O corpo diferente está em diversas situações, no espaço cotidiano ele pode ser singular e original, mas dentro de si existe uma reverberação de sentimentos, nesta fragilidade do pensando e buscam a compreensão através da arte, no contexto de tudo parecer inquietante. Sempre estou buscando essa experiências estéticas, pelo modo que se apresentam, primeiramente desafiam a atitude da própria fragilidade, em segundo questiona o próprio espaço de viver. Estou tentando pensar muito mais além do que o evidente. O olhar fenomenológico sugere que o observador veja, observe várias vezes aquele corpo ali no cotidiano. Veja-o em diferentes ângulos e distâncias.
Para além do corpo, do espaço/tempo, o mais importante é desdobrar as contínuas possibilidades da relação entre dança, pensamento, subjetividade e sensibilidade.
Performance de Dança: 10 Mínutos. Intérprete - criador: Ary Coelho.
Possibibídade de chamar um cantor( Aluno Rogério) para atuar e o espaço para o ensaio, algum gramado da UnB, próximo ao VIS/UnB.
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